A Universidade de Mogi das Cruzes, por meio de convênio com
a Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP) e a Defensoria Pública, aderiu ao
Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que objetiva
oferecer assistência jurídica integral aos presos dos Centros de Detenção
Provisória de Mogi das Cruzes e Suzano.
Para participar do Pronasci, foram selecionados e treinados
16 alunos do curso de Direito da UMC. Eles receberão bolsa-estágio da PUC/SP e
já estão integrados ao programa do Governo Federal. A assistência oferecida –
em especial nos processos de execução penal – constará de informação aos
detentos e seus familiares sobre a situação prisional e sobre o requerimento
das medidas judiciais cabíveis a cada situação, além de compreender visitas
semanais dos defensores ao estabelecimento prisional.
“A ação é importante para despertar no aluno o sentido da
solidariedade, ressaltando o caráter humanístico da formação. Atendendo os
presos, nossos discentes terão contato com a realidade do sistema prisional,
efetivando também a prática real na área criminal, o que já ocorre no SAJ
[Serviço de Assistência Jurídica] para outras áreas”, explica o coordenador do
curso, professor Vitor Monacelli Fachinetti Junior.
“O aprendizado aos que participam desse primeiro grupo será
gigantesco e não menos certo que da cabeça desses alunos da UMC é que poderão
sair as soluções para um modelo de prisão eficiente que puna e reeduque, mas
com humanidade”, afirma Dirceu Augusto
da Câmara Valle, professor da pós-graduação da PUC/SP.
“A escolha da UMC para mais essa importante ação, em
conjunto com parceiros importantes como a PUC/SP e a Defensoria Pública, é o
reconhecimento do comprometimento social da instituição”, desta a professora
Eliana Rodrigues, pró-reitora de graduação da UMC.
Pronasci
O Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania visa
melhorar o sistema de segurança pública e prisional atacando os fatores que
contribuem para o grande número de rebeliões no sistema carcerário brasileiro
nos últimos anos, entre eles, a falta de acesso ao sistema de justiça, que tem
levado ao constante desrespeito dos direitos e garantias dos presos,
privando-os dos benefícios assegurados pela legislação penal e forçando-os a
cumprir penas muitos superiores àquelas fixadas pelo poder Judiciário.